Resenha: A Filha do Rei do Pântano - Karen Dionne


SINOPSE: Helena tem um segredo: ela é o fruto de um sequestro. Sua mãe foi raptada quando ainda era adolescente e mantida em uma casa escondida no pântano de Michigan. Nascida dois anos depois do sequestro, Helena aprendeu a amar sua infância fora do comum - e aprendeu, até mesmo, a amar seu pai, um homem selvagem e brutal. Quando ele escapa da prisão, ela precisa encarar o passado que ocultou tão habilmente do marido e das filhas. Em uma caçada de tirar o fôlego, ela faz de tudo para encontrar seu pai enquanto reexamina os episódios da infância que moldaram seu futuro.

MINHA OPINIÃO:Infelizmente esse livro não foi nem um pouco o que eu imaginava.

O livro alterna passado, onde acompanhamos a infância de Helena no pântano, e presente, onde vemos a sua caçada ao pai. A escrita da autora é extremamente cansativa e enfadonha, principalmente nas cenas do passado, onde absolutamente nada acontece. Essas partes são preenchidas com descrições excessivas de absolutamente tudo: como construir armadilhas, como esfolar um castor, como caçar um urso, como fazer compotas de geleia...pra que eu preciso saber disso? Informações que não agregam absolutamente nada a narrativa ou ao desenvolvimento da história e dos personagens.

E por falar em personagens, eu simplesmente odiava a Helena. Ok, ok, entendo que o livro mostra apenas a perspectiva dela e de sua vida no pântano, mas me irritava profundamente a verdadeira adoração que ela nutria pelo pai e o desprezo pela mãe. Sendo mãe, a verdadeira vítima dessa história toda,que foi sequestrada, estuprada, deu a luz em condições horríveis, teve sua juventude e vida roubada por um psicopata, era vista como apática e inútil. Helena não tinha nenhum tipo de empatia ou solidariedade pela mãe.

E o pior é que mesmo depois de adulta e de anos de terapia, ela continuava admirando o pai e enxergando nele um verdadeiro herói, que lhe ensinou tudo. E realmente Helena, era igualzinha a ele: fria, distante, solitária, pouco carinhosa. Não conseguiu me convencer em sua preocupação com o marido e as filhas e, sinceramente acredito que ela estava indo atrás do pai pq queria vê-lo de novo, tamanha era sua adoração por ele. Não dá pra engolir.

Mesmo nas cenas finais, quando ela está falando da mãe para as filhas é possível perceber claramente que no fundo ela gostaria de estar falando sobre o perturbado do pai, e de todas as coisas que ele ensinou pra ela.Simplesmente lamentável.

Não recomendo a não ser que vc queira passar raiva.

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